quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
... Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse.
Composição: Zé da Luz
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
... Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse.
Composição: Zé da Luz
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Fisiologia Cardiovascular
O músculo cardíaco – o coração como uma bomba.
- Átrio funciona como um “primer pump” impulsionando o sangue para o ventrículo.
- Músculo cardíaco estriado.
- Envolto por fibras conjuntivas:
- Endocárdio;
- Miocárido;
- Epicárdio (pericárdio)
- Sincício: estruturas chamadas de discos intercalares permitem fluxo de íons através das células musculares.
- Formado por 2 sincícios:
- Sincício atrial
- Sincício ventricular
Os potenciais de ação só podem ser transmitidos entre o átrio e o ventrículo através do feixe atrioventricular (ou feixe de His). Este sistema permite que o átrio se contraia pouco antes do ventrículo.
A freqüência cardíaca aumentada faz com que o tempo de contração-relaxamento do coração seja diminuído, não enchendo portanto, suas cavidades.
Ciclo cardíaco -
- De sístole a sístole = 1 ciclo cardíaco.
- Eletrocardiograma: registro de voltagem elétrica do coração. A onda P é causada pela dispersão de despolarização pelos átrios, seguido da contração atrial (pequena elevação da pressão arterial). Surge o complexo QRS = início da despolarização ventricular seguido pela contração ventricular. Ondas T terminam o processo mostrando a repolarização ventricular.
Obs. Em situações de dispnéia pode estar havendo falência atrial.
Sístole = 1/3 tempo ----------- Pressão = 120mmHg
Diástole = 2/3 tempo --------- Pressão = 80mmHg
Cálculo da pressão arterial média –
Leva-se em conta os diferentes tempos de sístole e diástole.
Válvulas cardíacas –
- Atrioventriculares (A-V) são:
- Tricúspide (entre átrio direito e ventrículo direito).
- Mitral (entre átrio esquerdo e ventrículo esquerdo).
- Semilunares:
- Aórtica.
- Pulmonar.
Estas válvulas impedem o refluxo do sangue nestas regiões.
Obs. Os músculos papilares e as cordas tendíneas ajudam neste sistema vascular (antirefluxo).
Relação das bulhas cardíacas com o batimento cardíaco –
Quando os ventrículos se contraem, ouve-se um primeiro som ao estetoscópio, causado pelo fechamento das válvulas atrioventriculares = primeira bulha cardíaca.
Quando as válvulas aórticas e pulmonares fecham-se, ao final da sístole = Segunda bulha cardíaca.
Perto do fim do primeiro terço da diástole (turbilhão) = terceira bulha cardíaca (sangue em direção aos ventriculos – quase cheios).
Inervações –
O coração é bem inervado pelo sistema nervoso autônomo simpático e também pelo parassimpático. O simpático forma uma rede de inervações ao redor do músculo cardíaco, já o parassimpático, sob ação do nervo vago, enerva principalmente os nodos.
Os efeitos simpáticos = aumento da freqüência cardíaca; aumento da força de contração do músculo.
Efeito da freqüência cardíaca sobre o funcionamento do coração como bomba –
Em geral: se aumentarmos a freqüência cardíaca, mais sangue será bombeado para a periferia numa maior força devido a regra de Frank-Starling. Esta regra propõe que quanto mais sangue (volume) chega ao músculo cardíaco maior será sua distensão e maior será sua força de sístole.
Temperatura: quanto maior a temperatura do organismo, maior será a freqüência cardíaca. Em pacientes com febre realmente pode-se observar o aumento da freqüência cardíaca.
Circulação: atende às necessidades dos tecidos (nutrientes, líquidos, hormônios).
- Sistêmica: o mesmo que grande circulação.
- Pulmonar: o mesmo que pequena circulação.
Componentes:
1) Artérias: transporta o sangue sob alta pressão. Rica em fibras elásticas em sua túnica média.
2) Arteríolas: últimos ramos do sistema arterial. Atuam como válvulas controladoras de sangue, alteram seus diâmetros com facilidade.
3) Capilares: trocam líquidos, nutrientes, gases, hormônios, eletrólitos, etc, com o tecido. São muito finos e permeáveis.
4) Vênulas: recebem o sangue vindo dos capilares.
5) Veias: transportam o sangue para o coração. São os reservatórios de sangue do organismo humano. Possuem paredes bem musculares na túnica adventícia.
Em resumo:
Veias; vênulas = 64% de sangue.
Artérias = 13% de sangue.
Capilares = 7% de sangue.
Área de secção transversa e velocidade do fluxo sangüíneo –
Quanto maior a área de secção transversa, menor será a velocidade do fluxo sangüíneo. São grandezas inversamente proporcionais.
Funcionamento do sistema cardiovascular –
1. “Nunca” o tecido ficará sem seus nutrientes devido aos microvasos.
2. Sinais neurais influem na sua intensidade (débito cardíaco).
3. Pressão arterial é neuronalmente controlada.
Relações entre pressão, fluxo e resistência –
Fluxo (Q) é determinado:
a) Variações de pressão (mmHg).
b) Resistência vascular.
Q = ^P / R
Q = mL/min. ou L/min.
A pressão arterial pode ser controlada pelo fluxo multiplicado pela resistência. Como a resistência pouco podemos alterar, a unidade que podemos influir é o fluxo.
Este fluxo por sua vez também é chamado de débito cardíaco (DC) sendo determinado pela multiplicação entre o volume sistólico (VS) e a freqüência cardíaca (FC).
Se o fluxo (débito cardíaco) é determinado por estas duas variantes, a pressão arterial pode ser regulada se influirmos nestas duas variantes. Portanto os diuréticos alteram o volume sistólico, logo, diminuem a pressão arterial quando utilizados. Já os bradicárdicos, diminuem a freqüência cardíaca, diminuindo assim, também a pressão arterial.
DC = Q = VS x FC = ^P/R
Logo:
Pressão Arterial = R x Q = R x DC = R x VS x FC
Fluxo laminar e turbilhonar –
Quanto mais próximo a parede do vaso, menor a velocidade do sangue.
Obs. O manguito de do aparelho de pressão, realiza no vaso o efeito turbilhão (forma uma obstrução).
Pressão Sangüínea –
É a força exercida pelo sangue sobre qualquer unidade de área da parede vascular. A pressão na artéria aorta é em média = 100 mmHg.
O gráfico abaixo mostra a variação das pressão no percurso do sangue pelo organismo humano.
Condutância –
Sangue percorrendo o vaso sangüíneo.
É inversamente proporcional à resistência.
Condutância = 1/resistência
- Variações muito pequenas no diâmetro dos vasos alteram significativamente a condutância:
Condutância = Diâmetro4
Esta relação permite que as arteríolas, principalmente, por sinais neurais ou teciduais regulem o fluxo sangüíneo através de suas paredes elásticas.
Distensibilidade vascular –
- Importante para manter a pressão arterial quase que inalterada;
- Produzir um, fluxo sangüíneo contínuo para os tecidos (realizado pelas artérias);
- Acúmulos de sangue dentro das veias (armazenadoras do organismo).
As veias são consideradas complacentes já que armazenam muita quantidade volumétrica de sangue.
Obs. A pressão de pulso, também chamada de diferencial, é determinada pelo débito sistólico e pela complacência arterial.
Em alguns casos patológicos esta pressão de pulso é alterada como por exemplo na aterosclerose, estenose aórtica entre outras.
Em geral: quanto maior a complacência menor será a velocidade do sangue, o que fisicamente é bem evidente.
Pressão venosa central – pressão atrial direita
Se:
Coração estiver bombeando com eficiência (com força) = pressão venosa central baixa (não haverá resistência à entrada de sangue no ventrículo direito).
Coração estiver bombeando sem eficiência (sem força) = pressão venosa central alta, podendo indicar uma insuficiência cardíaca.
A pressão venosa central deve marcar 0mmHg ou até –2mmHg.
Obs. Falência das válvulas venosas = veias varicosas.
Como sabemos as veias contém válvulas que auxiliam no retorno venoso ao coração, pessoas de mais idade é muito comum observarmos as pernas escurecidas, provavelmente estará havendo deficiência destas válvulas. Nestas pessoas, se ficarem em pé por tempo prolongado, poderá haver edema nas extremidades.
Devemos também lembrar que além da ação das válvulas no retorno venoso, é fundamental a ação da musculatura estriada esquelética.
Eletrocardiograma – ECG
- O eletrocardiograma é um exame muito usado na prática médica para verificar a propagação do impulso nervoso no músculo cardíaco.
- O ECG padrão é composto:
- Onda P = despolarização atrial.
- Complexo QRS = despolarização ventricular.
- Onda T = repolarização ventricular.
Observe o esquema de um ciclo cardíaco (um único complexo).
Intervalos:
- P-R : entre o início da contração atrial e o início da contração ventricular.
- Q-T : Contração ventricular.
Obs. No infarto do miocárdio observa-se o intervalo S-T apresentando um supra desnivelamento.
Algumas patologias associadas:
1. Taquicardia paroxística: ocorre quando o coração, de forma abrupta, entra em taquicardia normalmente devido a um foco ectópico.
Obs. Pressão sobre os olhos ou sobre os seios carotídeos provocam taquicardia, sendo um procedimento clínico utilizado nesta situação.
2. Fibrilação: há contrações desordenadas do coração. Desencadeada por exemplo por choque elétrico ou isquemia do coração.
3. Flutter atrial: muito semelhante a uma fibrilação só que há uma despolarização em círculo (quando um átrio contrai, o outro relaxa).
Abaixo apresento um esquema de um ECG normal de um paciente.
- Átrio funciona como um “primer pump” impulsionando o sangue para o ventrículo.
- Músculo cardíaco estriado.
- Envolto por fibras conjuntivas:
- Endocárdio;
- Miocárido;
- Epicárdio (pericárdio)
- Sincício: estruturas chamadas de discos intercalares permitem fluxo de íons através das células musculares.
- Formado por 2 sincícios:
- Sincício atrial
- Sincício ventricular
Os potenciais de ação só podem ser transmitidos entre o átrio e o ventrículo através do feixe atrioventricular (ou feixe de His). Este sistema permite que o átrio se contraia pouco antes do ventrículo.
A freqüência cardíaca aumentada faz com que o tempo de contração-relaxamento do coração seja diminuído, não enchendo portanto, suas cavidades.
Ciclo cardíaco -
- De sístole a sístole = 1 ciclo cardíaco.
- Eletrocardiograma: registro de voltagem elétrica do coração. A onda P é causada pela dispersão de despolarização pelos átrios, seguido da contração atrial (pequena elevação da pressão arterial). Surge o complexo QRS = início da despolarização ventricular seguido pela contração ventricular. Ondas T terminam o processo mostrando a repolarização ventricular.
Obs. Em situações de dispnéia pode estar havendo falência atrial.
Sístole = 1/3 tempo ----------- Pressão = 120mmHg
Diástole = 2/3 tempo --------- Pressão = 80mmHg
Cálculo da pressão arterial média –
Leva-se em conta os diferentes tempos de sístole e diástole.
Válvulas cardíacas –
- Atrioventriculares (A-V) são:
- Tricúspide (entre átrio direito e ventrículo direito).
- Mitral (entre átrio esquerdo e ventrículo esquerdo).
- Semilunares:
- Aórtica.
- Pulmonar.
Estas válvulas impedem o refluxo do sangue nestas regiões.
Obs. Os músculos papilares e as cordas tendíneas ajudam neste sistema vascular (antirefluxo).
Relação das bulhas cardíacas com o batimento cardíaco –
Quando os ventrículos se contraem, ouve-se um primeiro som ao estetoscópio, causado pelo fechamento das válvulas atrioventriculares = primeira bulha cardíaca.
Quando as válvulas aórticas e pulmonares fecham-se, ao final da sístole = Segunda bulha cardíaca.
Perto do fim do primeiro terço da diástole (turbilhão) = terceira bulha cardíaca (sangue em direção aos ventriculos – quase cheios).
Inervações –
O coração é bem inervado pelo sistema nervoso autônomo simpático e também pelo parassimpático. O simpático forma uma rede de inervações ao redor do músculo cardíaco, já o parassimpático, sob ação do nervo vago, enerva principalmente os nodos.
Os efeitos simpáticos = aumento da freqüência cardíaca; aumento da força de contração do músculo.
Efeito da freqüência cardíaca sobre o funcionamento do coração como bomba –
Em geral: se aumentarmos a freqüência cardíaca, mais sangue será bombeado para a periferia numa maior força devido a regra de Frank-Starling. Esta regra propõe que quanto mais sangue (volume) chega ao músculo cardíaco maior será sua distensão e maior será sua força de sístole.
Temperatura: quanto maior a temperatura do organismo, maior será a freqüência cardíaca. Em pacientes com febre realmente pode-se observar o aumento da freqüência cardíaca.
Circulação: atende às necessidades dos tecidos (nutrientes, líquidos, hormônios).
- Sistêmica: o mesmo que grande circulação.
- Pulmonar: o mesmo que pequena circulação.
Componentes:
1) Artérias: transporta o sangue sob alta pressão. Rica em fibras elásticas em sua túnica média.
2) Arteríolas: últimos ramos do sistema arterial. Atuam como válvulas controladoras de sangue, alteram seus diâmetros com facilidade.
3) Capilares: trocam líquidos, nutrientes, gases, hormônios, eletrólitos, etc, com o tecido. São muito finos e permeáveis.
4) Vênulas: recebem o sangue vindo dos capilares.
5) Veias: transportam o sangue para o coração. São os reservatórios de sangue do organismo humano. Possuem paredes bem musculares na túnica adventícia.
Em resumo:
Veias; vênulas = 64% de sangue.
Artérias = 13% de sangue.
Capilares = 7% de sangue.
Área de secção transversa e velocidade do fluxo sangüíneo –
Quanto maior a área de secção transversa, menor será a velocidade do fluxo sangüíneo. São grandezas inversamente proporcionais.
Funcionamento do sistema cardiovascular –
1. “Nunca” o tecido ficará sem seus nutrientes devido aos microvasos.
2. Sinais neurais influem na sua intensidade (débito cardíaco).
3. Pressão arterial é neuronalmente controlada.
Relações entre pressão, fluxo e resistência –
Fluxo (Q) é determinado:
a) Variações de pressão (mmHg).
b) Resistência vascular.
Q = ^P / R
Q = mL/min. ou L/min.
A pressão arterial pode ser controlada pelo fluxo multiplicado pela resistência. Como a resistência pouco podemos alterar, a unidade que podemos influir é o fluxo.
Este fluxo por sua vez também é chamado de débito cardíaco (DC) sendo determinado pela multiplicação entre o volume sistólico (VS) e a freqüência cardíaca (FC).
Se o fluxo (débito cardíaco) é determinado por estas duas variantes, a pressão arterial pode ser regulada se influirmos nestas duas variantes. Portanto os diuréticos alteram o volume sistólico, logo, diminuem a pressão arterial quando utilizados. Já os bradicárdicos, diminuem a freqüência cardíaca, diminuindo assim, também a pressão arterial.
DC = Q = VS x FC = ^P/R
Logo:
Pressão Arterial = R x Q = R x DC = R x VS x FC
Fluxo laminar e turbilhonar –
Quanto mais próximo a parede do vaso, menor a velocidade do sangue.
Obs. O manguito de do aparelho de pressão, realiza no vaso o efeito turbilhão (forma uma obstrução).
Pressão Sangüínea –
É a força exercida pelo sangue sobre qualquer unidade de área da parede vascular. A pressão na artéria aorta é em média = 100 mmHg.
O gráfico abaixo mostra a variação das pressão no percurso do sangue pelo organismo humano.
Condutância –
Sangue percorrendo o vaso sangüíneo.
É inversamente proporcional à resistência.
Condutância = 1/resistência
- Variações muito pequenas no diâmetro dos vasos alteram significativamente a condutância:
Condutância = Diâmetro4
Esta relação permite que as arteríolas, principalmente, por sinais neurais ou teciduais regulem o fluxo sangüíneo através de suas paredes elásticas.
Distensibilidade vascular –
- Importante para manter a pressão arterial quase que inalterada;
- Produzir um, fluxo sangüíneo contínuo para os tecidos (realizado pelas artérias);
- Acúmulos de sangue dentro das veias (armazenadoras do organismo).
As veias são consideradas complacentes já que armazenam muita quantidade volumétrica de sangue.
Obs. A pressão de pulso, também chamada de diferencial, é determinada pelo débito sistólico e pela complacência arterial.
Em alguns casos patológicos esta pressão de pulso é alterada como por exemplo na aterosclerose, estenose aórtica entre outras.
Em geral: quanto maior a complacência menor será a velocidade do sangue, o que fisicamente é bem evidente.
Pressão venosa central – pressão atrial direita
Se:
Coração estiver bombeando com eficiência (com força) = pressão venosa central baixa (não haverá resistência à entrada de sangue no ventrículo direito).
Coração estiver bombeando sem eficiência (sem força) = pressão venosa central alta, podendo indicar uma insuficiência cardíaca.
A pressão venosa central deve marcar 0mmHg ou até –2mmHg.
Obs. Falência das válvulas venosas = veias varicosas.
Como sabemos as veias contém válvulas que auxiliam no retorno venoso ao coração, pessoas de mais idade é muito comum observarmos as pernas escurecidas, provavelmente estará havendo deficiência destas válvulas. Nestas pessoas, se ficarem em pé por tempo prolongado, poderá haver edema nas extremidades.
Devemos também lembrar que além da ação das válvulas no retorno venoso, é fundamental a ação da musculatura estriada esquelética.
Eletrocardiograma – ECG
- O eletrocardiograma é um exame muito usado na prática médica para verificar a propagação do impulso nervoso no músculo cardíaco.
- O ECG padrão é composto:
- Onda P = despolarização atrial.
- Complexo QRS = despolarização ventricular.
- Onda T = repolarização ventricular.
Observe o esquema de um ciclo cardíaco (um único complexo).
- P-R : entre o início da contração atrial e o início da contração ventricular.
- Q-T : Contração ventricular.
Obs. No infarto do miocárdio observa-se o intervalo S-T apresentando um supra desnivelamento.
Algumas patologias associadas:
1. Taquicardia paroxística: ocorre quando o coração, de forma abrupta, entra em taquicardia normalmente devido a um foco ectópico.
Obs. Pressão sobre os olhos ou sobre os seios carotídeos provocam taquicardia, sendo um procedimento clínico utilizado nesta situação.
2. Fibrilação: há contrações desordenadas do coração. Desencadeada por exemplo por choque elétrico ou isquemia do coração.
3. Flutter atrial: muito semelhante a uma fibrilação só que há uma despolarização em círculo (quando um átrio contrai, o outro relaxa).
Abaixo apresento um esquema de um ECG normal de um paciente.
Quem não tem namorado
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namoro de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas, namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado, não é que não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa é quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas: de carinho escondido na hora em que passa o filme: de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'agua, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo, e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras, e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada, e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo da janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uam névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteira: Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça."
(Artur da Távola, em: Amor a sim mesmo)
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas, namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado, não é que não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa é quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas: de carinho escondido na hora em que passa o filme: de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'agua, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo, e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras, e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada, e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo da janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uam névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteira: Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça."
(Artur da Távola, em: Amor a sim mesmo)
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Vacinas
Tipos de vacinas
As vacinas são geralmente administradas através de uma injeção hipodérmica, mas algumas são administradas através da boca ou nariz. Existem dois tipos principais de vacinas: vacinas de vírus vivos atenuados e vacinas de vírus inativados.
Vacinas de vírus vivos atenuados: a expressão vírus vivos atenuados basicamente significa que a vacina é feita com vírus vivos, mas que causam uma forma muito fraca da doença. Essas vacinas são produzidas com vírus que se reproduzem cerca de 20 vezes dentro do corpo. Para se ter uma idéia, os vírus que não passam pelo processo de atenuação se reproduzem milhares de vezes. Quando a vacina é fabricada, o vírus ou a bactéria são atenuados em laboratório até o ponto em que continuam vivos e capazes de se reproduzirem, mas que não possam causar doenças graves. Sua presença é suficiente para fazer com que o sistema imunológico produza anticorpos para combater a doença no futuro.
"As vacinas com vírus vivos atenuados podem causar doenças bem leves em uma proporção menor de pessoas", diz o Dr John Bradley, membro do comitê sobre doenças infecciosas da Academia Americana de Pediatria (AAP - American Academy of Pediatrics). "Os sintomas da doença são geralmente muito leves e limitados a uma febre baixa ou nariz escorrendo". O Dr Bradley também observa que de 5 a 10% das crianças que receberam a vacina contra a varicela (catapora), desenvolveram uma forma leve da doença, nada comparado à doença com a carga total.
Para enfraquecer o vírus, os cientistas devem isolá-lo de uma pessoa infectada. Eles então cultivam o vírus em um tubo de ensaio. Eles "passam" o vírus para um segundo tubo de ensaio e depois para um terceiro, para um querto tubo e assim por diante. Os cientistas realizam essa "passagem" várias vezes - o vírus do sarampo (em inglês) foi passado 77 vezes. O vírus é retirado periodicamente de dentro do tubo de ensaio para verificar se houve mutação. Finalmente, o vírus se acustuma a viver no ambiente confortável do tubo de ensaio e acaba perdendo sua capacidade de produzir a doença nos seres humanos. Essas passagens são realizadas em um ambiente muito controlado e da mesma maneira todas as vezes. Essa descoberta foi considerada um passo importante para o desenvolvimento das vacinas, de acordo com o Dr William Schaffner, professor e chefe do Departamento de Medicina Preventiva da Vanderbilt University School of Medicine.
Exemplos de vacinas vivas atenuadas são a MMR (uma vacina combinada para sarampo, caxumba (em inglês) e rubéola (em inglês), conhecida no Brasil como tríplice viral, e a vacina contra a varicela.
Efeitos colaterais das vacinas Como acontece com qualquer medicamento, existe sempre o risco de efeitos colaterais. Os efeitos colaterais das vacinas são geralmente bem leves e limitados a dores no local da injeção, dor de cabeça e febre baixa. Reações graves não são completamente impossíveis, mas são raras. Se você suspeitar de uma reação grave, ligue para seu médico imediatamente para uma avaliação. |
Vacinas de vírus inativados: quando as vacinas inativadas são criadas, o vírus ou a bactéria são completamente mortos utilizando-se um elemento químico, geralmente, o formaldeído. Pedaços mortos de microorganismos que causam a doença (geralmente bactérias) são colocados na vacina. Como os antígenos estão mortos, a força dessas vacinas tendem a se desgastar com o tempo, resultando em imunidade com menor duração. Então, várias doses de vacinas inativadas são geralmente necessárias para fornecer a melhor proteção. O benefício das vacinas inativadas é que existe uma chance zero de desenvolver qualquer sintoma relacionado à doença. Reações alérgicas são possíveis, mas extremamente raras.
Os exemplos de vacinas inativadas são a da hepatite A (em inglês), hepatite B (em inglês), poliomelite, haemophilus tipo B (Hib), influenza, meningocóccica, pneumocóccica e a vacina da influenza.
Por que algumas vacinas são vivas e outras mortas?
"O importante é que a decisão seja inteiramente tomada em bases científicas", diz o Dr Schaffner. "Se os cientistas podem fazer uma vacina de vírus ou de bactérias inativadas que seja eficaz, essa é a melhor opção. É tudo uma questão de tentativa e erro". A maioria das doenças virais, ele diz, necessitam de vacinas de vírus vivos atenuados, mas a grande maioria de doenças bacterianas são prevenidas com vacinas inativadas. Apesar disso, existem algumas exceções a esta regra.
"O importante é que a decisão seja inteiramente tomada em bases científicas", diz o Dr Schaffner. "Se os cientistas podem fazer uma vacina de vírus ou de bactérias inativadas que seja eficaz, essa é a melhor opção. É tudo uma questão de tentativa e erro". A maioria das doenças virais, ele diz, necessitam de vacinas de vírus vivos atenuados, mas a grande maioria de doenças bacterianas são prevenidas com vacinas inativadas. Apesar disso, existem algumas exceções a esta regra.
- Alguns turistas que vão para locais de risco tomam a vacina para prevenir a febre tifóide (em inglês). Existem formas atenuadas e inativadas dessa vacina.
- A raiva (em inglês) é uma infecção viral que é 100% fatal uma vez que progredir. A doença é muito perigosa para que se possa usar uma vacina de vírus atenuado. Felizmente, a ciência conseguiu desenvolver uma vacina inativada contra a raiva.
· Componentes da vacina
· Diferente do antígeno, alguns itens devem ser incluídos na vacina para que ela seja eficiente. As exigências variam dependendo da vacina específica, mas a essência é a mesma.
· A vacina deve ser estável porque deixa a fábrica, é transportada em caminhões e assim por diante. Às vezes, alguns elementos químicos são adicionados para agirem como estabilizadores para que o material da vacina permaneça adequado. Esses elementos químicos são completamente regulamentados pelo FDA (órgão responsável pela aprovação de novos medicamentos) americano para garantir que sejam utilizados de forma segura, mas, geralmente, presentes somente em quantidades pequenas.
· Em ampolas com várias doses, é necessário utilizar um conservante. Isto ocorre para que cada vez que uma dose seja removida, qualquer material estranho que entre seja eliminado instantaneamente. Tradicionalmente, o Timerosol é a substância mais popular entre os cientistas. Entretanto, a indústria acabou por abandonar a maior parte de sua utilização deviso às preocupações com a possibilidade reações adversas (leia a seção Mitos das vacinas ainda neste artigo). Na verdade, as ampolas com várias doses estão sendo substituídas por ampolas com doses únicas, apesar de serem mais caras. O Timerosol está presente somente em quantidades pequenas na vacina influenza, mas isso será coisa do passado em alguns anos.
Processo de produção da vacina
O processo de criar, testar e produzir uma vacina em massa pode levar muitos anos porque é um processo altamente complexo. Antes mesmo de os cientistas começarem a formular a vacina, os pesquisadores têm que estudar o vírus ou bactéria em particular. Basicamente, eles têm que isolar o vírus em um ambiente de laboratório e descobrir como ele provoca a doença. Eles, então, desenvolvem a vacina como atenuada ou inativada, dependendo do tipo de vírus ou de bactéria.
Uma vez que eles tenham tido uma boa resposta de ação delas, os pesquisadores estudam a melhor maneira de proteger as pessoas das doenças usando a vacina que desenvolveram. Eles imaginam as melhores dosagens, se uma aplicação é o suficiente ou não, etc. Eles também estimam quanto tempo a proteção da vacina dura para determinar se serão necessárias mais aplicações. A maioria das pesquisas recentes são realizadas em laboratórios em ambiente acadêmico e são pagas por uma fundação ou pelo governo.
Uma vez que a vacina tiver sido desenvolvida, o processo de teste é realizado em quatro etapas que podem durar vários anos. Essa fase de testes é patrocinada por empresas farmacêuticas e pode custar centenas de milhões de dólares.
1. Os primeiros estudos geralmente testam as vacinas em centenas de adultos saudáveis com baixo risco de complicações. Os pesquisadores pretendem determinar se a vacina é segura e se apresenta a resposta imunológica necessária para combater a doença. Se essa fase não tiver sucesso, a vacina volta para fase de desenvolvimento ou é abandonada.
2. Se a Fase 1 tiver sucesso, a vacina vai para a segunda fase do estudo, que envolve algumas centenas de pessoas do grupo que deve ser vacinado. Por exemplo, a vacina da catapora (em inglês) nessa fase foi, provavelmente, testada em crianças porque elas são o público alvo. A vacina é testada em centenas de pessoas para, novamente, garantir a sua segurança. Os pesquisadores também desejam se certificar de que a vacina causa, de forma consistente, a resposta imunológica desejada.
3. A terceira fase pode levar vários anos e os estudos são realizados em vários locais com milhares e até dezenas de milhares de pessoas com variados estilos de vida e de diferentes localidades geográficas. Os pesquisadores querem ter certeza de que a vacina funciona em pessoas de todos os tipos e em todos os ambientes. O FDA revisa todos os dados e a metodologia de estudo. Se tudo estiver satisfatório e o FDA considerar a vacina segura, ela é submetida a um conselho de peritos em vacinas que dão seus pareceres ao CDC. Os peritos então distribuem suas recomendações sobre as dosagens, quem deve receber a vacina, quando deve ser aplicada, etc.
4. Mesmo depois que a vacina tiver sido distribuída, ela ainda necessitará de mais algum tempo de estudo para assegurar que nenhum efeito colateral não previsto possa ocorrer. O CDC monitora a vacina e possíveis efeitos colaterais bem de perto em quatro tipos de estudo:
1. áreas especialmente predispostas à doença são monitoradas de perto. Todas as pessoas que receberam a vacina são monitoradas de perto. Os resultados são relatados ao CDC;
2. o CDC fica atento a qualquer ocorrência da doença nos EUA. Se qualquer efeito estranho da doença ocorrer após a aplicação da vacina, deve-se descobrir se a vacina e os efeitos estão relacionados;
3. profissionais de saúde ou consumidores que acreditam que um efeito colateral decorrente da vacina ocorreu em algum lote, podem enviar um relatório através do Vaccine Adverse Events Reporting System (Sistema de Relatório de Eventos Adversos de Vacinas). Esses dados são continuamente monitorados para identificar essas ocorrências;
4. o Vaccine Safety Datalink Project (Projeto de Unificação de Dados de Segurança das Vacinas) fornece dados sobre milhões de pessoas em relação aos seus históricos de vacinas e registros médicos (se tiveram ou não efeitos colaterais). Isto é cuidadosamente monitorado pelo National Center for Health Statistics' Research Data Center (Centro Nacional das Estatísticas de Saúde) para se certificar de que a maioria dos efeitos colaterais ou riscos de saúde não estejam ocorrendo.
Vacinação
Bebês e crianças pequenas sempre foram o alvo preferencial da vacinação. Entretanto, os peritos em saúde pública desejam ter certeza de que os adolescentes, adultos e idosos estejam em dia com suas imunizações.
"As vacinas não são só para os bebês", diz Angie Matthiessen, Mestre em Trabalho Social do Immunize Georgia (Imunize a Geórgia) e da Children's Healthcare of Atlanta (Cuidados com a Saúde das Crianças de Atlanta). "Muitas vacinas para adolescentes e adultos estão agora no mercado, geralmente, para proteger os mais novos e os mais idosos".
Consulte seu médico regularmente para ficar em dia com as vacinas. Muitos convênios (em inglês) cobrem a maioria das vacinas porque consideram necessárias as medidas preventivas. Geralmente clínicas oferecem vacinação por uma pequena taxa.
Nos EUA, alguns médicos podem vacinar crianças como parte do Programa de Vacinas para Crianças (Vaccines for Children Program) gratuitamente ou por uma pequena taxa. As crianças com menos de 18 anos serão selecionadas quando enquadradas em pelo menos uma das seguintes categorias:
- Medicaid (programa de assistência aos pobres)
- sem cobertura, sem convênio (em inglês)
- com cobertura parcial (o convênio não cobre as vacinas)
- índio americano ou nativo do Alasca (Indian Health Services Act/Lei dos Serviços de Saúde para Índios) [Fonte: CDC (em inglês)]
As exigências das escolas em relação às vacinas variam de estado para estado nos EUA. As exigências para cada estado podem ser verificadas aqui.
As exigências para viajar são bastante limitadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS), através de suas Regulamentações sobre Saúde Internacional, declara que a vacinação contra a febre amarela (em inglês) é necessária para viajar para determinados países tropicais da América do Sul (em inglês) e para a África (em inglês) subsaariana. O governo da Arábia Saudita exige que os visitantes recebam a vacinação meningocócica se visitar o país durante o Hajj (peregrinação realizada à cidade santa de Meca). Se não se encaixar nesses casos, o CDC recomenda que todos os viajantes internacionais estejam em dia com as vacinas regulares. Se os viajantes precisam ou não de vacinas extras, vai depender de fatores como o país de destino, época do ano e se áreas rurais serão visitadas. O CDC fornece uma lista completa de destinos para os viajantes.
Mitos das vacinas
MITO: as vacinas causam autismo.VERDADE: "estudos mostraram que não existe ligação entre as vacinas e o autismo", diz Angie Matthiessen da Children's Healthcare of Atlanta. Esse mito ganhou popularidade quando crianças foram diagnosticadas com autismo na mesma época em que receberam a vacina MMR (tríplice, por volta dos 18 meses de idade), de acordo com Joyce Allers, Enfermeira chefe também do Children's Healthcare of Atlanta. Naquela época, o conservante Timerosol, que continha mercúrio, estava sendo colocado nas vacinas para evitar que as bactérias crescessem. Muitas pessoas ligaram isso ao autismo. Entretanto, nunca foi comprovada a ligação entre o Timerosol e o autismo. O Timerosol foi completamente removido de todas as vacinas das crianças nos EUA em 2001 e, ainda assim, as taxas de autismo continuam a crescer. O Timerosol está presente somente em pequenas quantidades na vacina da influenza.
MITO: as vacinas não são mais necessárias porque todas as doenças estão desaparecendo.VERDADE: de acordo com o CDC, se nós interrompermos a vacinação, várias doenças desconhecidas voltariam com muita força. A única doença evitável através de vacina que foi completamente banida é a varíola. "Essas doenças estão chegando ao nosso país, nas nossas escolas e no nosso local de trabalho", diz Matthiessen. "Não acredite que seu filho está 100% protegido porque a doença não existe atualmente nos Estados Unidos. Viagens internacionais e adoção (em inglês) são duas das maneiras com que doenças perigosas podem entrar no nosso país".
MITO: os bebês são muito frágeis para receberem tantas injeções.VERDADE: "vários pais jovens estão preocupados com a administração de tantas injeções em seus bebês, pensando que elas sobrecarregarão o sistema imunológico dos filhos", diz Allers. "Eu digo a eles que como seres humanos nós somos expostos a doenças o tempo todo, como no shopping ou na igreja, então não podemos sobrecarregar nosso sistema imunológico". De acordo com o Children's Hospital of Philadelphia's Vaccine Education Center, as doenças geralmente ocorrem em recém-nascidos, então a melhor maneira de prevenir é administrar as vacinas o mais rápido possível após o nascimento. "Nós temos uma história maravilhosa sobre a prevenção de doenças, mas o que nos preocupa é que todo o progresso favorável que tivemos será diminuído por famílias que escolhem seu próprio calendário de vacinação ou que preferem não vacinar seus filhos", diz Allers.
MITO: uma vacina de vírus atenuados pode me passar uma doença que deveria prevenir.VERDADE: as vacinas de vírus atenuados podem causar sintomas extremamente leves. Entretanto, os especialistas concordam que eles são muito menos intensas que os que viriam com a doença sem proteção.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Leucócitos
Os leucócitos [De leuc(o)-, branco + -cito, célula; f.hist. 1873 leucocyto], também conhecidos por glóbulos brancos, são células produzidas na medula óssea e presentes no sangue, linfa, órgãos linfóides e vários tecidos conjuntivos. Um adulto normal possui entre 3.800 e 9.800 mil leucócitos por microlitro (milímetro cúbico) de sangue.
Os leucócitos (ou glóbulos brancos), têm a função adimitir os outros como a gigilandia dentro dos outros microorganismos causadores de doenças por meio de sua captura ou da produção de anticorpos. Por isso, o aumento de tamanho de gânglios, principalmente aqueles localizados logo abaixo da pele, revela a existência da uma infecção em ação, em alguma parte do corpo. Não são como as células normais do corpo. Na verdade agem como organismos vivos independentes e unicelulares capazes de se mover e capturar coisas por conta própria. As células comportam-se, de certo modo, como amebas em seus movimentos e são capazes de absorver outras células e bactérias. Algumas delas não podem se dividir e se reproduzir por conta própria, mas são produzidas pela medula óssea. Geralmente um indivíduo produz aproximadamente 100 milhões de leucócitos por dia.
Geralmente, a quantidade de leucócitos num determinado volume de sangue é determinada automaticamente através de um contador celular computadorizado. Esses instrumentos fornecem a contagem leucocitária total, expressa como células por mililitros de sangue, assim como a proporção de cada um dos cinco tipos principais de leucócitos. A contagem leucocitária total normalmente varia de 800 mil a 1.200 mil células por mililitro. Uma quantidade muito pequena ou muito grande de leucócitos indica um distúrbio.
A leucopenia, uma diminuição na quantidade de leucócitos para menos de 4.000 células por mililitro, torna uma pessoa mais suscetível a infecções. A leucocitose, um aumento na quantidade de leucócitos, pode ser uma resposta a infecções ou substâncias estranhas, ou ser resultante do estresse ou de determinadas drogas.
A maioria dos distúrbios dos leucócitos envolve os neutrófilos, os linfócitos, os monócitos e os eosinófilos. Distúrbios envolvendo os basófilos são muito raros.
Ele também ajuda o sistema linfático na reprodução das células estriadas,sendo que prejudica o sistema hormonal.
Os leucócitos dividem-se em três classes:
- Os granulados constituem 50% a 60% de todos os leucócitos. Têm esse nome porque contêm grânulos com diferentes substâncias químicas, dependendo do tipo da célula. Dividem-se em três classes: neutrófilos, eosinófilos e basófilos.
- Os linfócitos, que são agranulados, constituem 30% a 40% de todos os leucócitos. Os linfócitos se dividem em dois subtipos principais: células B (as que amadurecem dentro da medula óssea) e as células T (aquelas que amadurecem no timo).
- Os monócitos, também granulados, constituem até 7% de todos os leucócitos. Os monócitos se transformam em macrófagos.
Todas as células sanguíneas brancas começam na medula óssea como as células-tronco. As células-tronco são células genéricas que podem se transformar em diferentes tipos de leucócitos a medida que amadurecem.Por exemplo, podemos pegar um camundongo, irradiá-lo para injetar células-tronco na corrente sanguínea. As células-tronco se dividirão e se transformarão em todos os tipos diferentes de células sanguíneas brancas.
Um transplante de medula óssea é simples: injeta células-tronco de um doador dentro da corrente sanguínea. As células-tronco encontram seu caminho para dentro da medula e fazem dela seu lar .
Os monócitos, macrófagos e neutrófilos tem como função ingerir bactérias, células mortas, anormais ou infectadas. Os neutrófilos são os primeiros a atacar o agente invasor (principalmente em infecções bacterianas). Caso ele falhe, o monócito (o macrófago do sangue, que engloba os invasores) é acionado.
A função do linfócito está relacionada com as reações imunitárias. A imunidade humoral ligada a produção de anticorpos (linfócitos B). A imunidade celular ligada a proliferação de células efetoras. Os linfócitos são mais atuantes em infecções virais.
Os basófilos e os eosinófilos combatem processos alérgicos.
São fabricados na medula óssea a partir de células hematopoiéticas que se diferenciam em células precursoras mielóides (para os granulócitos, monócitos e macrógafos) ou linfóides (para linfócitos).
No caso dos linfócitos: os linfócitos T4 migram para o timo, onde amadurecem, e os linfócitos B ficam na medula óssea para o mesmo efeito. Após serem linfócitos maduros migram para os órgãos linfóides secundários onde são armazenados. Estes órgãos são as adenóides, as amígdalas, o baço e os gânglios que temos essencialmente nas axilas e nas virilhas.
Os leucócitos também têm capacidades especiais. São capazes de realizar a diapedese, ou seja, migrarem para fora dos vasos capilares, e também conseguem capturar material estranho através de um processo chamado fagocitose. Na fagocitose, os leucócitos projetam as suas extremidades (pseudópodes) de modo a conseguirem "aprisionar" corpos estranhos.
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